Adam Phillips (n. 1954)
Desdobramento do Pensamento
Phillips inicia sua trajetória na tradição britânica das relações objetais, com ensaios que aproximam
clínica e literatura e retomam Winnicott como matriz. Nos anos 1990, expande a psicanálise para o
cotidiano — tédio, promessa, beijo, monogamia — como cenas privilegiadas do desejo e da ambivalência.
Na fase mais recente, sua escrita torna-se ainda mais ensaística e autobiográfica, insistindo numa
psicanálise menos normativa e mais curiosa, em que a transformação ocorre pela conversa e pelo estilo
de atenção.