Atlas da Psicanálise

Hanna Segal (1918-2011)

Hanna Segal nasceu em Łódź, Polônia, em 1918, em uma família judaica de classe média. Iniciou os estudos de medicina em Varsóvia e, por causa da guerra, passou por Paris e concluiu-os em Edimburgo (1943), na faculdade de medicina polonesa ali instalada; estabeleceu-se então em Londres, onde se tornou membro da British Psychoanalytical Society e analisou-se com Melanie Klein. Segal tornou-se uma das principais intérpretes e transmissoras do pensamento kleiniano, contribuindo para sua sistematização e expansão internacional. Ao lado de Wilfred Bion e Herbert Rosenfeld, integrou o grupo de analistas kleinianos de Londres.

Hanna Segal (1918-2011)

Biografia

Hanna Segal nasceu em Łódź, Polônia, em 1918, em uma família judaica de classe média. Iniciou os estudos de medicina em Varsóvia e, por causa da guerra, passou por Paris e concluiu-os em Edimburgo (1943), na faculdade de medicina polonesa ali instalada; estabeleceu-se então em Londres, onde se tornou membro da British Psychoanalytical Society e analisou-se com Melanie Klein. Segal tornou-se uma das principais intérpretes e transmissoras do pensamento kleiniano, contribuindo para sua sistematização e expansão internacional. Ao lado de Wilfred Bion e Herbert Rosenfeld, integrou o grupo de analistas kleinianos de Londres. Dedicou-se também a questões políticas, em especial na oposição à corrida armamentista nuclear (ver "Silence is the Real Crime", International Review of Psycho-Analysis, 1987), articulando psicanálise e responsabilidade pública.

Desdobramento do Pensamento

Seu percurso intelectual parte da ortodoxia kleiniana, atravessando uma expansão significativa. Em trabalhos iniciais sobre dream phantasy (fantasia onírica inconsciente), Segal expande a noção freudiana de sonho para incluir a fantasia inconsciente que estrutura todo pensamento. Progressivamente, voltou-se para a clínica das psicoses e para a teoria estética, propondo que a grande arte é expressão de reparação da posição depressiva: o artista destrói e reconstrói o objeto interno, oferecendo ao público uma forma de elaboração coletiva do luto. Em sua fase tardia, dedicou-se à psicanálise do militarismo e à análise das defesas narcísicas coletivas que tornam possível o exterminismo nuclear.

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