Fethi Benslama (n. 1951)
Desdobramento do Pensamento
Benslama parte de uma leitura freudiana e lacaniana do texto religioso (na esteira de Moisés e o monoteísmo, de Freud, e da desconstrução de Derrida) e avança, ao longo dos anos 2000 e 2010, de uma analítica do mito de origem islâmico para uma clínica do contemporâneo: a do mal-estar identitário, da radicalização juvenil e do "furioso desejo de sacrifício". Mantém constante a recusa tanto da islamofobia quanto da idealização: o Islã é tratado como qualquer outra formação cultural — isto é, como passível de leitura inconsciente.