Atlas da Psicanálise

Karen Horney (1885-1952)

Feminismo Gênero

Karen Danielsen Horney nasceu em Blankenese, Hamburgo, em 1885, filha de um capitão de navio norueguês e uma mãe holandesa de temperamento rebelde. Estudou medicina em Friburgo, Göttingen e Berlim — tornando-se uma das primeiras mulheres a frequentar cursos médicos na Alemanha — e formou-se em psicanálise no Instituto Psicanalítico de Berlim, onde se analisou com Karl Abraham e, mais tarde, com Hanns Sachs. Nos anos 1920, publicou uma série de artigos sobre psicologia feminina que constituíram a primeira crítica feminista sistemática do edifício freudiano.

Karen Horney (1885-1952)

Biografia

Karen Danielsen Horney nasceu em Blankenese, Hamburgo, em 1885, filha de um capitão de navio norueguês e uma mãe holandesa de temperamento rebelde. Estudou medicina em Friburgo, Göttingen e Berlim — tornando-se uma das primeiras mulheres a frequentar cursos médicos na Alemanha — e formou-se em psicanálise no Instituto Psicanalítico de Berlim, onde se analisou com Karl Abraham e, mais tarde, com Hanns Sachs. Nos anos 1920, publicou uma série de artigos sobre psicologia feminina que constituíram a primeira crítica feminista sistemática do edifício freudiano. Emigrou para os Estados Unidos em 1932, a convite de Franz Alexander, para ser diretora-associada do recém-fundado Instituto de Psicanálise de Chicago, e estabeleceu-se em Nova York em 1934.

Sua trajetória norte-americana foi marcada por progressivo distanciamento da ortodoxia. Expulsa de sua posição de formadora na Sociedade Psicanalítica de Nova York em 1941 — decisão motivada por suas heterodoxias teóricas —, fundou o American Institute for Psychoanalysis, que dirigiu até sua morte em 1952. Nesse período, construiu uma psicanálise culturalista autônoma, radicalmente avessa a qualquer biologismo.

Desdobramento do Pensamento

Horney percorreu um arco que vai da crítica interna ao freudismo (anos 1920–30) a uma psicanálise culturalista autônoma (anos 1940–50). Em The Neurotic Personality of Our Time (1937), argumenta que as neuroses não derivam de fixações libidinais universais, mas de conflitos gerados por condições culturais específicas — em especial a competição e a hostilidade crônica da sociedade capitalista. Em Our Inner Conflicts (1945) e Neurosis and Human Growth (1950), elabora sua teoria das soluções neuróticas — movimento em direção às pessoas, contra as pessoas e afastando-se delas — como resposta à ansiedade básica gerada por um ambiente hostil na infância.

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